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O que é a relação entre risco e retorno nos investimentos?

Crédito: sxc.hu
Risco versus Retorno 


Um dos conceitos mais importantes e menos entendidos pelos investidores é a relação existente entre risco e retorno. Sem dúvida, ela é um dos principais pontos que qualquer investidor deveria observar e analisar ao fazer um balanço de suas aplicações.

Você já deve ter ouvido falar que não existe retorno sem risco. Essa é a realidade de qualquer mercado. Não existe um grande retorno com um pequeno risco. Embora existam tais tipos de promessas, duvide e recuse se em algum momento alguma delas vier até você "maquiada" como oportunidade. De novo, isso não existe! 

Mas será que o risco deve ser evitado? Não, ele deve ser bem administrado para que o investidor consiga otimizar seus ganhos. Isso serve para, por exemplo, não expor seu dinheiro a um risco elevado, porém com baixo retorno. Esse tipo de relação não é interessante.

E como saber se o risco que se corre é elevado ou não? Primeiro, é necessário conhecer o conceito de risco e retorno nos mercados. O gráfico abaixo ilustra essa relação:

Risco versus Retorno dos Mercados
Repare como o risco (eixo x) aumenta conforme os retornos (eixo y) também aumentam. Por exemplo, é natural que o risco atrelado ao investimento em ações seja maior que o risco atrelado a títulos públicos, pois o possível retorno com ações é maior do que com os títulos. Perceba que não se trata de uma regra, mas sim de uma possibilidade, afinal, não existem certezas no mercado. Você pode investir em ações, correr maior risco do que na renda fixa, e ainda assim obter um retorno menor. Esse é o preço que se deve estar disposto a pagar para tentar buscar um maior retorno. Não existe almoço grátis!

Ao se tratar de ativos financeiros, os retornos esperados são calculados com base na média aritmética de uma série de retornos para um período específico. O risco é calculado com base no desvio padrão (volatilidade) para o mesmo período. Todos os cálculos são feitos com base em dados históricos. Ou seja, embora não consigam determinar os movimentos futuros dos ativos, são bons pontos de partida para otimização do risco e retorno. Não se preocupe com cálculos por enquanto, pois os explicaremos em artigos futuros.

Suponha que após um estudo do Índice Bovespa (Ibovespa) para os últimos cinco anos em períodos mensais tenha-se chegado aos seguintes números:

Média de retornos mensais esperada: 0,32%
Desvio padrão no período: 7,23%

O gráfico de risco versus retorno ficaria assim:
 Risco versus Retorno do Ibovespa

A partir desse ponto, podemos dizer que o Ibovespa será nosso benchmark, ou ponto de referência, para comparação com outros ativos financeiros de mesma classe. Essa comparação deverá ser baseada em alguns fatos interessantes que podem ser observados no próximo gráfico:

Risco versus Retorno: Características gerais

O ponto central em azul representa o Ibovespa com retorno esperado de 0,32% e risco de 7,23% para o período estudado. A separação por quadrantes nos mostra o seguinte:

Quadrante A: Se determinado ativo estiver localizado nesse quadrante, significa que terá apresentado maior retorno e menor risco em relação ao Ibovespa. Sem dúvida, é o melhor quadrante no qual um ativo pode estar localizado.

Quadrante B: Se o ativo estiver localizado aqui, significa que terá apresentado maior retorno, porém com maior risco em relação ao Ibovespa. Se o retorno esperado for condizente com o risco envolvido, será uma relação interessante. Ou seja, o investidor deverá estar atento para perceber se não possui um ativo com muito risco embutido em troca de apenas um pouco mais de retorno, pois seria uma relação menos interessante.

Quadrante C: Aqui o ativo apresentará menor retorno esperado e também menor risco em relação ao Ibovespa. Não se trata de uma relação interessante, pois é possível seguir o mercado por meio de ETFs (Fundos de Índice), como, por exemplo, o BOVA11 que é negociado em bolsa, de maneira passiva e sem preocupações. Um ativo nesse quadrante significa que o investidor possivelmente perderá para o benchmark.

Quadrante D: Por fim, nesse quadrante o ativo apresentará um retorno esperado menor com um risco maior. Ou seja, além de possivelmente perder para o mercado (benchmark), o investidor de posse desse ativo correrá maior risco. Trata-se do pior quadrante no qual um ativo pode estar localizado.

Para ilustrar essa relação com mais de um ativo, observe a tabela abaixo que mostra os números para o próximo gráfico:

Tabela de Risco versus Retorno 
 
Risco versus Retornos dos Ativos Hipotéticos

Em azul temos o Ibovespa com os dados previamente encontrados. Em verde um Ativo A hipotético e em roxo um Ativo B, também hipotético.

O Ativo B apresenta um retorno esperado ligeiramente inferior ao do benchmark (Ibovespa), porém com um risco consideravelmente maior. Em relação ao gráfico dos quadrantes, esse ativo estaria no quadrante D. Uma péssima escolha.

O Ativo A apresenta um retorno esperado maior, assim como um risco também maior. Lembre-se que para buscar um possível retorno maior, em geral, deve-se correr um risco potencialmente maior também. No gráfico dos quadrantes, esse ativo estaria no quadrante B. Uma boa escolha, mas ainda aquém de um ativo que estivesse no quadrante A, embora encontrar ativos no quadrante A seja bem mais difícil.
 
E como otimizar a relação entre risco e retorno?
Neste artigo tratamos apenas de ativos isolados. Porém, para otimizar a relação entre risco e retorno de modo a tentar obter um investimento que se encontre no quadrante A e também minimize os riscos sistêmicos encontrados no mercado, o investidor deverá buscar uma diversificação entre mais de um ativo financeiro.

Trataremos desse tipo de cálculo em artigos futuros. Por enquanto, o mais importante é conhecer e entender o que é risco e procurar se informar sobre qual é o nível de risco e retorno esperado dos ativos que possui em carteira.

Muitos investidores amadores se preocupam demasiadamente com o nível de retorno de seus ativos e esquecem de olhar para o risco que estão correndo. Os profissionais fazem o contrário. Primeiro analisam o risco, depois os retornos, e tentam balancear essa equação para otimizar seus portfólios. Até a próxima e bons negócios!
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Comentário 01 Comentário
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VitorSenna
17/08/2012 às 14:27:12
  (0 voto)
Florianópolis - SC
Parabéns pelo artigo!

Boa apresentação dos quadrantes, que fazem valer a frase:
"Existem riscos que não podemos correr (Quadrante D), e riscos que não podemos deixar de correr (Quadrante A)"

Abraços,
Vitor Senna - Expoente Investimentos
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